Eu quero ou preciso?
Escrever se tornou uma necessidade nas madrugadas não mais que ordinárias onde a dor assola e nada mais passa na mente que não o abraço gélido da morte. Mas o que faz da escrita algo semi terapêutico? Digo semi, porque é momentâneo. Escreve-se, logo se sente melhor, mas depois de um tempo tudo volta ao normal. É preciso uma eterna constância disso para não ceder como Werther o fez.
Mas ainda não respondi a pergunta inicial: é vontade ou necessidade? Não me acho criativo na forma literária (ou talvez em nenhuma forma), o que por si só, conta ponto para o necessário. Mas por outro lado, eu quero escrever para tirar tudo aquilo que vem no cérebro de uma só vez e que preciso tirar de mim antes que me consuma por completo. O que conta ponto para a vontade.
Eu não sei me comunicar. Acho que nunca soube. As coisas se perdem no caminho do cérebro até a boca. Então, escrever se torna o intermédio, a minha vontade de comunicação, de desabafo. Aquilo que a boca não quer dizer, os dedos revelam. Mas isso seria o necessário ou a vontade? Talvez o necessário. Talvez...
Não sei se consigo chegar a uma conclusão certa sobre isso, mas sei que a literatura deixo para àqueles que possuem talento para isso. Que saibam se expressar de todas as formas e consigam criar as mais belas sentenças num texto. O que faço é só falar aleatoriamente, ou melhor, escrever. Fluxo de consciência. Aquilo que não passa pelo autocensura para ser dito.
Minto! Entendo agora porquê escrevo.
Escrever não é preciso
Escrever se faz necessário
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